Como fechar o caixa do dia sem sobrar dúvida
Fechar o caixa é conferir se o dinheiro que está na gaveta é o mesmo que o movimento do dia diz que deveria estar. Parece burocracia, mas é o único momento em que um erro aparece enquanto ainda dá pra lembrar o que aconteceu. Aqui está o passo a passo, o que fazer quando não bate e por que fechar por forma de pagamento muda tudo.
Por que fechar todo dia, e não só no fim do mês
Um furo de R$ 50 encontrado hoje tem explicação: foi o troco daquele cliente, foi a compra do gás, foi a venda anotada errada. O mesmo furo encontrado 30 dias depois não tem explicação nenhuma, e vira prejuízo aceito.
Fechar todo dia também é o que permite responder a pergunta que mais importa: o dia se pagou? Sem fechamento diário, a resposta só chega no fim do mês, quando já não dá pra mudar nada.
O passo a passo do fechamento
São seis passos, e a ordem importa. O objetivo é comparar duas contas que precisam dar no mesmo número: o que você tem em mãos e o que o registro do dia diz.
- Anote o saldo inicial: quanto de troco entrou na gaveta antes de abrir. Esse valor não é venda, é fundo de caixa.
- Confirme que todas as vendas e atendimentos do dia estão registrados, inclusive os que foram pagos depois e os que ficaram fiados.
- Registre as saídas do dia: compra de material, vale de funcionário, pagamento de fornecedor, retirada do dono.
- Separe por forma de pagamento: dinheiro, Pix, débito, crédito. Cada uma tem um lugar diferente para conferir.
- Conte o dinheiro em espécie na gaveta, tire o saldo inicial e compare com o total de vendas em dinheiro menos as saídas pagas em dinheiro.
- Confira Pix e cartão no extrato do aplicativo do banco e da maquininha, lembrando que o cartão cai com taxa descontada e às vezes só no dia seguinte.
Se o número bater, o fechamento acabou. Se não bater, o passo seguinte é achar a diferença enquanto ela ainda é recente.
Quando não bate: onde procurar
Diferença de caixa quase sempre está em um de cinco lugares. Vale conferir nesta ordem, da causa mais comum para a mais rara:
| Sintoma | Causa provável |
|---|---|
| Falta dinheiro na gaveta | Saída paga em espécie e não registrada (compra rápida, vale, troco) |
| Sobra dinheiro na gaveta | Venda recebida e não lançada, ou saldo inicial anotado a menos |
| Cartão não bate com o extrato | Taxa da maquininha descontada no recebimento, ou venda de ontem caindo hoje |
| Pix não bate | Pix recebido na conta pessoal em vez da conta do negócio |
| Diferença redonda e repetida | Troco dado errado no mesmo valor, ou venda registrada duas vezes |
Diferença pequena e ocasional faz parte do balcão. Diferença que se repete todo dia no mesmo sentido não é distração, é processo furado: ou falta registrar alguma coisa sempre, ou o dinheiro do negócio está se misturando com o pessoal.
Fechado o caixa, o que olhar
O fechamento entrega três números que valem mais que o saldo da gaveta: quanto entrou de verdade, quanto saiu e quanto sobrou. Sobrou é o que fica depois das saídas, não o que está no bolso.
Some a isso o que ficou fiado no dia. Esse valor não entrou no caixa, mas é dinheiro seu na mão de outra pessoa, e ele só volta se alguém estiver anotando.
Como o sistema fecha por você
No ControleCaixa, cada venda e cada atendimento já entram com a forma de pagamento. A tela de fechamento do dia mostra o saldo inicial, as entradas separadas por dinheiro, Pix e cartão, as saídas do dia e o que sobrou, tudo sem digitar nada além do movimento normal.
O que estava pendente também aparece: o que foi vendido e ainda não foi pago fica em uma lista própria, com nome de quem deve. No fim do mês, o relatório soma os dias sem você precisar reconstruir nada.
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Principalmente em dia fraco. É quando uma saída não registrada pesa mais no resultado e quando fica mais fácil achar o erro, porque houve pouco movimento para conferir.
Não. O troco que você coloca na gaveta antes de abrir é saldo inicial, ou fundo de caixa. Ele precisa ser informado à parte, senão parece que o dia começou com venda que nunca aconteceu.
Registre o pagamento no dia em que o dinheiro sai, e feche depois. O fechamento precisa refletir o que aconteceu no dia, não a intenção.
Ela conta como venda de hoje, mas o dinheiro cai depois e com a taxa descontada. Por isso vale separar as formas de pagamento: o caixa em espécie é o único que você confere contando.